domingo, 13 de setembro de 2015

Um sopro para (a) Alma




Alma Mahler
Dona de uns belos olhos azuis e de um corpo em completa conformidade com os padrões de beleza da época, Alma Mahler (Schindler de nascimento) era considerada uma das mulheres mais belas de Viena. Inteligente e culta, era também uma excelente pianista. Com vinte anos, tinha já composto mais de uma centena de Lieder. Quando conheceu Mahler, em 1901, tinha vinte anos. Ele, o dobro da sua idade. Mahler exercia, na época, o respeitável cargo de diretor da Ópera de Viena. Apesar da diferença de idades, casaram pouco tempo depois de se terem conhecido. Muitos anos mais tarde, Freud comentaria com uma aluna, a propósito de um encontro com Mahler, que o consultou um ano antes de morrer, que Alma procurava em Mahler o pai que perdera prematuramente (o pintor Emil Jakob Schindler) e Mahler, por seu turno, buscava em Alma a própria mãe. Um ano depois da morte de Mahler, Freud enviaria a Alma a conta desta breve análise, facto que muito a indignou.