terça-feira, 24 de maio de 2016

Na sombra do ciúme



Conheceram-se no cinema. A poucos minutos do início do filme, ainda a sala estava de luzes acesas, já ela reparara naquele homem de corpo esguio que, de bilhete na mão, procurava o seu lugar. Foi com disfarçada satisfação que, pelo canto do olho, o viu sentar-se ao seu lado, fazendo-a virar os pensamentos para fora. No estremeção da cadeira que cedeu ao corpo dele, sentiu a pressão de mão de um amante e, no odor amadeirado do seu perfume, um lençol de seda a envolver-lhe o corpo. O cotovelo dele apoiado no braço da cadeira e o joelho em ângulo inclinado, a poucos centímetros do seu, provocaram-lhe um mudo bater de asas de borboleta na barriga. A presença magnética daquele estranho ao seu lado a assistir ao filme, uma banal comédia romântica, impediu-a de sonhar. Não precisava de nenhum final feliz, mas o sugestivo beijo da última cena fê-la renascer nova, corada e disposta a arriscar. Quando a sala se iluminou, perguntou-lhe, consciente do seu potencial de sedução, se aceitava um café. Ele, de sobrolho erguido, não respondeu imediatamente, perscrutando-a em silêncio. A sala começava a esvaziar-se de pessoas e a encher-se de ondas de palpitação e desejo. Na atmosfera desarrumada das pipocas espalhadas no chão, o ecrã projetava as últimas imagens da ficha técnica do filme. Por fim, sorrindo, ele disse-lhe que sim, num tom afável, como se estivesse a dizer a coisa mais natural que havia para dizer.

Depois desse dia, os cafés multiplicaram-se e os encontros sucederam-se numa sede irresistível de lábios maduros. Foram felizes nos primeiros tempos. Com as vontades em sintonia e os corpos em contorcionismos sincronizados, ela começou a ir ao fundo de si própria, abrindo um compartimento secreto que guardava na alma. A pouco e pouco, começou a tratar a vida dele como uma rival temida, entregando-se a um exercício de contabilidade do tempo comum que julgava ser-lhe subtraído. Mimoseava-o com todo o tipo de suposições e o que, no início, era sentido por ele como uma lisonja, um polimento do ego, começou a exceder os limites do suportável. Inundava-o de desconfianças, media-lhe as curvas do olhar, revistava-lhe os dias, esgotava-o com as mesmas perguntas incisivas que, como pontas de aço, rasgavam a fina pele da relação que despontava. Com um rigor implacável, ligava-lhe várias vezes ao dia, queria saber com quem estava, o que fazia, o que pensava, o que sonhava. Recheava-lhe a vida com episódios escaldantes, surrealistas, articulados com mulheres lindíssimas, dispostas a tudo por uma noite tórrida com ele.

Ele, sentindo-se impotente para conseguir resistir àquele assédio obsessivo e desconcertante, que o fazia sentir-se como um animal enjaulado, anunciou, um dia, que tencionava fazer uma pausa na relação. Trespassada por uma dor aguda, aquela que sempre temera, suplicou, chorou, acenou com promessas febris. Em vão. Foi então que uma ideia lhe começou a riscar o cérebro, como um ferro enferrujado. Disposta a tudo para não o perder, delineou um plano que, qual cascata de ressentimentos, se tornou difícil de suster. Desapareceria durante algum tempo, sem nada dizer, convencida de que a insegurança causada pela sua ausência repentina, com paradeiro incerto, iria sobrepor-se à resolução por ele tomada. Alugou um pequeno apartamento onde passava os dias em transe, ruminando a espessa e viscosa sopa de mágoas que borbulhava dentro de si. À noite, quando as luzes se acendiam lá fora, permanecia no cortinado de sombras do quarto, a repetir o passado e a imaginar o futuro. No escuro, mal se via a cama, o candeeiro da mesa-de-cabeceira, o livro aberto por ler. Só as suas feridas brilhavam no escuro, incandescentes, acesas de autopiedade. Por vezes, lembrava-se dos contornos do corpo dele, dos beijos que a deixavam sem fôlego, da concavidade macia das suas pálpebras, da voz que deixara de ouvir. Mas logo depois se consolava crendo-o perdido sem ela, condoído, refém de um arrependimento agonizante. Imaginava-o de braços abertos, louco de paixão, no dia em que ela decidisse reaparecer. Como uma pessoa que se abeira de um precipício e que, ao dar o último passo, é salva pelo amado, assim ela acreditava num final feliz.

Muitas semanas depois, numa manhã em que saiu à rua para realizar umas pequenas compras, aconteceu uma coisa que ela nunca tinha imaginado no seu plano tão simples. Viu um vulto familiar do outro lado da rua. Era ele, saído de um tempo e de um mundo que pareciam distantes e irreais. Ao seu lado, caminhava uma mulher com ar feliz. Apanhada de surpresa, e sem saber o que fazer, apeteceu-lhe virar as costas, mas já era tarde demais. Nesse momento, não conseguiu também impedir que os olhos, como dois vidros partidos, se enchessem de lágrimas frias e salgadas que, escorrendo como riachos ácidos, a corroeriam até não restar mais nada dela. Ele reconheceu-a e fez-lhe um ligeiro aceno com a cabeça, sem constrangimentos e sem abrandar o passo. E ela mais não pôde fazer do que retribuir o cumprimento, acenando com a mão, como se quisesse agarrar um pássaro que já levantara voo.


44 comentários:

  1. Tantos são os apeadeiros da vida

    Bj

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    1. Uns mais recomendáveis que outros :)

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  2. Deus do céu! Fica-se com o coração partido! Muito bem escrito, naturalmente, como de costume. Fez-me lembrar uma novela da atualíssima Elena Ferrante.

    Gosto muito destes pequenos contos narrados rápida e desassombradamente.

    Beijinho

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    1. Nunca li nada de Elena Ferrante. Confesso que os “atualíssimos” não me atraem. Mas tenho consciência que é um problema meu e que perco com isso.
      Gostei de escrever este micro-conto. Apeteceu-me experimentar uma coisa nova :)

      Um beijinho, Graça, e obrigada

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  3. Miss Smile,
    Não há como dizer o quanto este registo está fantástico. A narrativa tem um ritmo sem qualquer defeito. Tudo está sincronizado.
    Beijinhos e uma boa semana,
    Mia

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    1. Muito obrigada :)
      Alegra-me que tenha gostado, sobretudo, porque não há um final feliz.

      Um beijinho, Mia


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  4. Querida Miss Smile, não irei referir-me à forma das suas narrativas, que todos já tão bem conhecemos, mas sim ao conteúdo.
    Quando um grande amor ou uma profunda atracção, se transforma numa obsseção, acaba por cegar e alienar toda e qualquer noção da realidade.
    Ñão entendo o amor dessa forma, esse querer desmedido e egoísta.
    Quem não aparece pode ser entendido esse afastamento como desinteresse e acaba por ser esquecido. O amor arrefece, há que manter a chama acesa. Acho que houve da parte da jovem enamorada um perigoso erro de 'cálculo'. A vida não pára!

    E agora, sim! Parabenizo a sua capacidade de criar emoções.
    Mais uma história para nos fazer reflectir; e de cada maneira!

    Um beijinho com muito apreço e carinho.

    Janita

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    1. Muito obrigada, Janita, pelas suas generosas palavras.
      O ciúme doentio, patológico não faz parte do amor, mas do amor-próprio de pessoas que, mais do que amar, precisam de ser incondicionalmente amadas. As obsessões deste género são, por si só, erros de cálculo, que reduzem o outro a um objeto que se quer possuir a qualquer preço. Mais do que a distância, é o ciúme doentio que mata o amor.

      Um beijinho

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  5. Excelente texto!
    exemplo magnífico de como descrever um desgosto amoroso.
    Beijinhos

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    1. Obrigada, Pedro. Um blogue não é feito só de smiles :)

      Um beijinho

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  6. Miss Smile, estive a conferir o conceito de ciúme, pois, sempre foi coisa que me passou ao lado.
    Então, encontrei:
    "O ciúme é um sentimento natural do ser humano produzido pela falta de exclusividade do sentimento, da dedicação e do cuidado da pessoa de quem se gosta. É uma dedicação ao amor."

    E passa-me ao lado porque não tenho apetência para construir esse tipo de podridão de castelos no ar.
    Nos casos em que tenho a certeza que não existe exclusividade, salto sem demoras e sem explicações. Porque não tenho de as dar a quem compromete um contrato em que sabe que um dos princípios basilares é a exclusividade.
    Se custa? Quando se chega ai já não. E quem faz isso não merece que se perca tempo e haja desgaste.
    Já ouvi a argumentação de que quem ama sente sempre uma pontinha de ciúmes... E depois lá vêm os jogos emocionais. Puff, que grande treta.

    Mais uma vez gostei da tua escrita.
    Beijos

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    1. Pois, também não me parece que se possa qualificar o ciúme como dedicação ao amor ou como sentimento intrínseco ao amor. Penso que o ciúme (não me refiro ao ciúme patológico que tento descrever no texto) é um sentimento que encerra sempre algum egoísmo, algum desejo de posse, ainda que seja um sentimento natural que permeia a natureza humana e, até, a animal. Há pessoas que afirmam nunca o ter sentido, há outras que o assumem sem rodeios e há outras ainda que se sentem impotentes para lhe conferir a devida moderação. O ciúme é uma “flecha lenta” como canta Veloso, é um medo sorrateiro, é insegurança, tristeza, desejo ardente. É uma amálgama de sentimentos, nem sempre fácil de decompor. Na minha opinião, o ciúme (e repito, não me refiro ao patológico) tem de ser integrado no contexto da relação. Por vezes, há razões objetivas que o explicam, designadamente, a ameaça ou quebra do contrato de exclusividade. Noutros casos, o ciúme resulta de inseguranças e receios infundados, inerentes à personalidade de quem os sente. Para mim, o problema não é sentir ciúmes. O problema é deixar-se dominar por eles.

      Um beijinho, Isabel, e obrigada pelo teu contributo

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  7. Não se pode ter saudade da ausência.
    Um texto muito bonito Miss Smile.:)
    Um beijinho

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    1. Não se pode ter saudade da ausência de amor, porque assédio não é amor. É domínio. E quem ama, confia.

      Um beijinho, JT, e obrigada

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  8. Muito bom mesmo ! ... Um conto que se lê avidamente, até com sofreguidão, muito bem escrito e "medido" e ... já nada é como antigamente.
    Hoje, já a mulher dá o primeiro passo, sem reservas e sem pruridos e isso é encarado naturalmente ! ...:) ... Hoje ainda, já também o homem se farta !
    Assédios obsessivos não são a melhor solução, assim como também não o afastamento maior que o devido, que acaba por fazer arrefecer e gorar uma relação !
    Tem que haver uma "medida certa", sem a qual estará tudo perdido !
    Estou a ficar fã destes teus textos, contos e narrativas ! :)

    Beijinho, Miss Smile ! :)

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    1. Rui, o seu comentário “ já nada é como antigamente!” fez-me sorrir :)
      Então, o Rui nunca desconfiou que são as mulheres que, na verdade, dão o primeiro passo, fazendo crer aos homens que são eles? :)
      Como em tudo, o equilíbrio é essencial em qualquer relação.

      Um beijinho, Rui, e obrigada :)

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  9. O voo na leviandade a alfinetada do ciúme...
    Há quem pense que sim, mas não se pode obrigar ninguém a amar.

    Um beijinho.

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    1. Sabemos que não podemos obrigar ninguém a amar-nos quando amamos verdadeiramente. A personalidade narcisista, dependente do outro para alimentar o amor-próprio, finge ignorar essa verdade. Quanto mais o outro lhe escapa, mais ela sente necessidade de apertar o cerco até ao dia em que, de mãos vazias, é irremediavelmente confrontada com a verdade de que nunca existiu amor.

      Um beijinho, Teresa

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  10. ~~~
    Um pequeno conto que diz tanto!

    Está excelente, querida Smile.

    Tenho asco por patologias deste género,

    porém, tenho piedade de quem precisa de tratamento.

    ~~~ Beijinhos. ~~~
    ~~~~~~~~~~~~~~~~~~

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    1. Em “Fragmentos de um Discurso Amoroso”, Barthes descreve que o ciumento sofre sempre quatro vezes – sofre porque é ciumento, sofre porque se autocensura, sofre porque receia que o ciúme magoe o outro e, finalmente, sofre porque se deixou dominar por uma banalidade. Há muita verdade nestas palavras.
      Quando ultrapassa uma certa fronteira, o ciúme é uma patologia que requer tratamento especializado. Mergulhado no medo da perda e na obsessão de controlar o outro, o ciumento nem se apercebe que está a construir uma prisão em que ele é o único prisioneiro – o prisioneiro de si próprio.

      Um beijinho, querida Majo

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  11. Lido com prazer, Miss Smile. Creio que o ciúme é o tempero do amor mas acima de tudo há que ter confiança em quem se ama e em nós próprios.

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    1. Há quem diga que o ciúme apimenta o amor, mas não convém exagerar, sob pena de o seu efeito comprometer o doce paladar do amor. A confiança - em nós e na pessoa amada - é sempre o melhor tempero. Quando não existe, não vale a pena inventar receitas alternativas. É melhor parar de cozinhar.

      Um beijinho, Benó

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  12. Gostei muito do poema " Éramos tu e eu ", mas, creio, só em poema isso acontece. É um erro pensarmos que somos só " tu e eu" ; nunca fomos, não somos e não seremos enquanto por cá andarmos; há muito mais para além do eu, do tu e do ele; há uma vida que precisa ser vivida, há tarefas a executar e, principalmente há outros seres à volta desses sujeitos no singular. Quando comecamos a ter ciumes , a ter raiva, a querer o contole de tudo o que vive para além do "tu e eu" , damos cabo de qualquer sentimento existente entre esses dois sujeitos. O melhor será convencermo-nos de que não somos donos nem do tu, nem do ele e também não sequer donos do eu somos. Que tal transformarmos esses eu, tu e ele em nós, vós e eles? Não só no amor de um relacionamento a dois, mas também nas amizades , nas relações de trabalho e em qualquer tipo de relacionamento com os que nos rodeiam é imperativo que saibamos respeitar a individualidade de cada um, para que tenhamos uma vida serena, sem conflitos e
    dissabores. O ciúme não é prova de amor, é, na minha opinião a morte do amor. Quem ama confia, assim como o faz quem é AMIGO de verdade,
    Querida amiga, gostei muito do conto que infelizmente retrata uma realidade que muitas vezes acaba em grande tragédia, Não sei que fim vais dar a esta situação, mas nao auguro nada de bom. Parabéns, miss Smile! Gostei muito. Um bom feriado . Beijinhos
    Emilia

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    1. Se subtrairmos ao “eu” tudo o que vivemos e aprendemos com os outros, não sobra muita coisa. O “eu” constrói-se sempre com os outros. A dinâmica entre o “eu” e o “tu” espelha a forma como nos relacionamos com o outro e com o mundo em geral – o “nós” que constrói o “eu”. Eu sou da opinião que o amor se aprende, que podemos sempre aprender a amar melhor, assim como a viver melhor. Talvez ambos os exercícios – amar e viver – sejam as faces da mesma moeda. Quanto maior for a confiança que tivermos em alguém, tanto melhor saberemos amá-lo. O mesmo se aplica a nós mesmos e à vida em geral.
      Este conto acaba aqui, com o fim de um amor que nunca o foi. O trágico desta situação não é o ter acabado, mas o facto de nunca o ter sido.

      Um beijinho, querida Emília

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  13. Quando estou numa relação, parto do princípio que a outra pessoa sabe a diferença entre o certo e o errado. Não lhe vou falar de valores como respeito, fidelidade... Afinal, as pessoas são livres. Ninguém as obriga a estar connosco.

    Um texto muito bem escrito, Miss Smile. :)

    Deixo-lhe um beijo no coração. :)

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    1. Para mim, o respeito é o primeiro sinal de amor. O respeito pela singularidade e liberdade do outro. Claro que liberdade não é leviandade e pressupõe sempre um comprometimento.

      Um beijinho, querida Castiel :)

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  14. Fiquei presa ao texto, está tão bem escrito Miss Smile, mesmo querendo que terminasse de forma diferente, queria que ela vencesse o ciúme, talvez o consiga numa próxima paixão...
    um beijinho

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    1. Há sentimentos que, quando não são questionados, trabalhados e dominados, se transformam numa bola de neve ou na tal cascata, difícil de suster. Corroem tudo, por dentro e por fora, e não comportam finais felizes. Apenas solidão e amargura. Mas tenhamos esperança e, quem sabe, um dia, ela conseguirá libertar-se e vencer o ciúme. Afinal, dispõe de toda uma vida para o fazer…

      Um beijinho, Gábi

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  15. Minha querida Amiga,infelizmente, muitas vezes o ciume torna-se uma obsessão doentia, levando os afectos ao colapso e à ruptura.
    Não te vou mentir, sei-me uma mulher ciumenta, mas daquelas moderadas.
    Mas é como dizes, o Amor não tem amarras, o amor é respeito, é carinho, amizade e liberdade.
    Belo conto, Miss Smile.
    Beijinho grande.

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    1. Querida Sandra, obrigada pela tua sinceridade e coragem. O ciúme, assim como a inveja, são sentimentos mal vistos e reprimidos pela sociedade. Para mim, são características inerentes à natureza humana. Apenas isso. Se a pessoa souber geri-los com inteligência, tentando convertê-los numa oportunidade de superação, não vejo mal nenhum em sentir ciúmes. Uma característica só passa a ser defeito quando prejudica alguém.

      Um beijinho grande, minha amiga, e obrigada

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  16. Boa tarde, depois de tomar muito café, o amor passou a ser uma obsessão doentia que causa a maior dor com desespero.
    Resto de boa semana,
    AG

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    1. Se tivessem tomado chá, o caso mudava de figura... :)

      Um bom resto de semana, AG

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  17. O ciúme tem por vezes contornos obsessivos o que faz deteriorar qualquer relação e apesar de o fim desta história, tão soberbamente contada, não ser feliz, é muitas vezes real. Beijinho MS

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    1. Segundo Proust, o ciúme é muitas vezes uma inquieta necessidade de tirania aplicada às coisas do amor. E claro que o amor não se dá com o domínio.

      Um beijinho, GM, e obrigada

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  18. gostei deste conto. muito.
    já de ciúme nem por isso. vivi de perto com gente assim.
    aprendi a respeitá-lo mas fiz de tudo para o manter longe de mim...
    beijinho Miss Smile

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    1. É importante resguardarmo-nos das coisas que não nos fazem bem.

      Um beijinho, Laura, e obrigada

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  19. São as pessoas que muitas vezes complicam o que pode ser simples e tranquilo:)

    Beijinhos e um bom fim-de-semana, Miss Smile:)

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    1. Talvez o amor não seja uma coisa simples, mas é verdade que nós tendemos a complicá-lo ainda mais.

      Um beijinho e um bom fim de semana, Isabel:)

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  20. Credo, Miss Smile!
    Esta não tem ciúme, tem doença mesmo. É grave. É daquelas que fica maquinando, engendrando esquemas estranhos - Lembrou-me um filme antigo: "Atracção fatal", com Michael Douglas.
    É de casos de "amores" assim que nascem muitos "crimes passionais" - e pensar que há quem chame a isto amor...
    Agora, vou te contar: tens uma mão para estas escritas, que é de se tirar o chapéu, Miss Smile. Tira o fôlego, mas adoro.

    bj amg

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    1. Lembro-me bem da dupla Michael Douglas e da psicopata assassina representada por Glenn Close no filme "Atração fatal".
      Este tema presta-se a ficções, mas, na vida real, não tem graça nenhuma...

      Um beijinho, Carmem, e obrigada

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  21. A mulher desta história parece sofrer de um grande desequilíbrio emocional. Cheguei a ficar preocupada com o que iria fazer na fase em que se conta que lhe surge uma ideia que lhe risca o cérebro. Pensei numa loucura qualquer. Afinal retirou-se na ilusão do retorno dele. Até fiquei aliviada. Por ela e por ele.

    Excelente, Miss Smile, como sempre. :)

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    1. É verdade que seria possível dar a esta história outros defechos. Eu optei por este, mais suave...

      Um beijinho, luisa, e obrigada

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  22. se o ciúme fosse líquido, embalavam-no e vendiam como desentupidor de canos...

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    1. Ação corrosiva a toda a prova :)

      Um beijinho, Manel

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