terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Espírito natalício



Quando, nessa manhã, se apercebeu que era véspera de Natal, Florinda, muito aflita, apressou-se a ir tirar o espírito natalício cá para fora. Enfiou a cabeça dentro do roupeiro e, por entre camisolas de lã, cachecóis, tapa-orelhas e meias de descanso, descobriu o cabide onde este se encontrava pendurado. De pé, numa posição arriscada para a sua avançada idade, vestiu uma perna, depois outra e, por fim, um braço de cada vez. Depois, puxou o fecho de correr, sentindo-se desconfortável. As mangas ficavam-lhe acanhadas e o tecido comprimia-lhe a zona da barriga. Parecia que encolhera. Ou, então, fora ela que engordara. Não sabia ao certo. Despiu-o rapidamente, suspirando de alívio, como se estivesse a tirar um colete-de-forças. O seu espírito natalício apresentava também nódoas de gordura do Natal anterior e cheirava a bolas de naftalina. Florinda mergulhou-o num alguidar cheio de espuma e esfregou-o vigorosamente com as mãos. Voltou a colocá-lo no cabide, para que secasse sem vincos, e pendurou-o na corda da varanda da cozinha. Debruçada sobre o beiral, deixou-se ficar a apreciar o bulício da cidade. Estava um bonito dia de inverno. O sol brilhava e o céu estava de um azul fresco e pálido. Nas ruas, todos vestiam o seu melhor espírito natalício. As crianças corriam à volta da árvore de Natal montada no centro da praça, e da qual se dizia que era a maior do mundo, e os adultos entravam e saíam apressadamente das lojas, equilibrando, nos braços, vários embrulhos coloridos, de diferentes formas geométricas. Só ela é que não tinha ainda preparado nada, pensou, vendo o seu espírito natalício pendurado na corda, pingando gordas gotas de água. No dia anterior, estivera até tarde a ajudar a vizinha do 2º esquerdo a esticar a massa das filhós. Depois, ainda aparecera o senhor Bonifácio da carpintaria da esquina a pedir-lhe que desse uma passagem na meia que colocaria na chaminé e, agora, ia fazer um bolo para a prima Gertrudes que vinha lanchar. Mas não fazia mal. Com o bom sol que estava, o seu espírito natalício secaria num instante. Ela vesti-lo-ia, compraria presentes e ainda lhe sobraria tempo para fazer várias fornadas de biscoitos.
À hora combinada, a prima Gertrudes compareceu para o lanche. Vinha muito elegante no seu novo espírito natalício. Trazia um chapéu pontiagudo e uma capa encarnada até aos pés. Beijou a prima e sentou-se à mesa. Florinda confecionara o seu bolo de chocolate preferido, com cobertura de chantilly. Cortou uma fatia generosa e depositou-a no prato da prima.
- Ainda tens o espírito natalício a secar na corda! - exclamou a prima, de sobrancelhas franzidas, já com um pedaço de bolo a inchar-lhe a bochecha.
- Não sei onde tenho andado com a cabeça – desculpou-se Florinda. Lá fora, uma gaivota acabava de pousar no seu espírito natalício, fazendo o cabide balouçar de um lado para o outro. Mirava-a, parecendo censurá-la com os seus rútilos olhos de vidro.
- O teu problema é a necessidade que tens de ajudar toda a gente e depois não te sobra tempo para nada! – censurou a prima Gertrudes, com a cabeça inclinada sobre o prato, o chantilly pintando-lhe um bigode e uma barba de Pai Natal.
- Mas eu não me importo. E, além disso, ainda vou a tempo - balbuciou Florinda.
- Balelas! – rosnou a prima, afastando o prato e levando o guardanapo à boca amarga.
- Quando te chegarem os bicos-de-papagaio e as cataratas, quero ver quem é que te vem cá ajudar. Olha, eu estou aqui que nem posso. Tenho andado numa roda-viva a fazer compras, a embrulhar presentes, a fazer doces de Natal. Para quê? No fim, ninguém agradece! Vai por mim, aprende a dizer não. Se for preciso, respondes torto, reviras os olhos, fazes uma careta! – prosseguiu, exaltada.
Florinda sorriu por dentro. Que bela ideia! Agora o que lhe apetecia mesmo era deitar-lhe a língua de fora. Mas a prima olhou para o relógio e endireitou-se na cadeira. Tinha de ir. E saiu, apressada, desejando-lhe um Feliz Natal.
Florinda foi à varanda. A noite cobrira já a cidade com o seu manto azul-escuro. As lojas tinham encerrado e as ruas estavam agora silenciosas e quietas. Não havia vento e as copas esguias das árvores pareciam tocar nas estrelas pequeninas e cintilantes. Recolheu o espírito natalício, que já estava seco, e pendurou-o no bengaleiro da entrada. Não lhe apetecia vesti-lo. A sua camisola de lã era mais confortável e quentinha. Encolheu os ombros, condescendente consigo mesma. Não seria por isso que o mundo iria cair aos bocados. Serviu-se de uma fatia de bolo de chocolate e sentou-se no sofá da sala a ver televisão. Nisto, bateram-lhe à porta. Era o seu grupo de amigos e vizinhos. Tal como ela, nenhum deles tinha o espírito natalício vestido. A vizinha do 2º esquerdo, ainda de avental, estendeu-lhe prontamente um prato com uma pirâmide de filhoses polvilhadas de açúcar e canela. O padeiro e a mulher, ainda a cheirar a pão fresco, vestidos de branco para disfarçar o pó da farinha, deram-lhe abraços quentinhos. O senhor Inácio, que era caixeiro-viajante e muito viajado, vinha muito aprumado, de fato e gravata. Sorridente, entregou-lhe um envelope selado, com páginas e páginas de papel fininho que descreviam as suas viagens por todos os cantinhos do mundo. A porteira do prédio anunciou que lhe oferecia uma janela para o mar, retirando do bolso da bata um búzio que apanhara na praia. Onde quer que estejas, disse com o olhar húmido de emoção, se encostares o búzio ao ouvido, vais ouvir o mesmo mar que eu ouvi este verão. E o senhor Bonifácio, no seu macacão de trabalho a cheirar a pinho impregnado de resina, trazia-lhe uma orquídea com muitos rebentos pequeninos a desabrochar. Corado até à raiz dos cabelos, sussurrou-lhe ao ouvido que era esse o efeito que ela tinha sobre ele. Florinda respirou fundo, sentindo uma onda de ar quente a vir ao seu encontro, carregada de um odor de flores e germinação. Na televisão, que ninguém se lembrara de desligar, um jornalista anunciava, com uma voz grave e séria, que o Natal estava em risco. Um conceituado analista político, vestido com um espírito natalício desenhado por um renomado estilista, comentava que a abrupta queda registada na venda de espíritos natalícios espelhava a crise de valores da sociedade. Mas Florinda e os amigos não o ouviam. Falavam e riam, imbuídos do mesmo espírito solidário que os ligara nos restantes 364 dias do ano.

E depois? E depois?

[O resto da história está por vossa conta. Vivam-na da forma que desejarem neste vosso Natal.]


42 comentários:

  1. E ando eu a recriminar-me há tantos dias, por achar que o meu espírito natalício se tinha deteriorado, não me servia mais, estava completamente esfrangalhado.
    Que bom a querida Miss Smile ter-me mostrado que o que realmente interessa é o sentimento fraterno, solidário e amigo, que trazemos no coração e colocamos em prática, durante o resto dos outros dias do ano. Também penso assim, mas até tinha receio de o dizer, temendo ser acusada de herege, anti-Cristo e sei lá que mais.
    Obrigada, querida Amiga. Seja feliz, espalhando ternura e alegria ao seu redor. Agradeço-lhe de coração a quota parte que me coube, de presente.

    Um beijinho e Festas Felizes, para si e todos os que ama.

    Janita

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    1. Querida Janita, é precisamente essa a mensagem da história. Não pretendi, de forma alguma, relativizar a componente simbólica e religiosa da quadra natalícia. Queria apenas realçar que a solidariedade, a fraternidade e o amor ao próximo são valores que fazem parte de todos os dias do ano.

      Um beijinho e um Feliz Natal para si e para a sua família

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  2. Oi Miss Smile, seu blog estava fechado para comentários? vim algumas vezes e não consegui comentar.
    Aqui não festejamos o Natal, tipo armar arvores e etc, perdi meus pais em Dezembro, um um pouco antes e o outro no dia 26, então o brilho se foi, mas não fiquei rabugenta (ainda não), acho importante as tradições familiares, principalmente quando as pessoas que amamos vão indo embora, e o que fica são as lembranças.
    Feliz Natal para ti e sua família, beijos, Vi

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    1. Que bela surpresa, Pepa :)
      O blogue esteve fechado a comentários durante algum tempo, é verdade. Ultimamente, tem estado de portas e janelas abertas para arejar o salão de chá :) E ainda bem, caso contrário, não teria recebido notícias suas!
      O meu avô morreu no mês de dezembro. Mas todos os Natais está connosco, dentro do nosso coração.

      Um Feliz Natal para si, querida Pepa, e para a sua irmã, com esperança, amor e paz

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  3. que lindo, Miss Smile.
    Um Natal com cheiros, sabores, gestos e sonhos.
    O mesmo para si, é o que lhe desejo.
    Ah, e sempre com muitas palavras :)

    um grande beijinho

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    1. Obrigada, querida Laura. Que o seu Natal seja também recheado de cheiros e sabores da infância, gestos solidários, sonhos de abóbora e sonhos de sonhar (os meus preferidos) e, claro, muitas palavras (quando ditas com comprometimento, todas as palavras são bonitas).

      Um grande beijinho

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  4. Muito bonita a história! E nem precisa de continuação. Esta está no bom espírito natalício de todos os dias da Florinda. Que vem de Flor. E Flor é Amor.

    Bom Natal!

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    1. Graça, foi por isso que escolhi o nome de Florinda, porque ela tem a capacidade de fazer florir o que há de melhor em si e nos outros. E o Natal, que só ganha significado se o vivermos nos restantes dias do ano, ensina-nos isso. A capacidade que todos temos de nos transcender.

      Um Bom Natal para si e para toda a sua família

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  5. Repito-me, mas é a mais pura e sincera verdade.
    Adoro ler os seus contos, tanto pelos temas de grande humanidade,
    como pelo modo muito pessoal como os desenvolve e relata.
    Esta concretização do verdadeiro espírito natalício está brilhante!
    Como oferenda, apenas tenho um terno abraço virtual...
    ~~~ E beijinhos, querida amiga ~~~

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    1. E eu fico muito contente com o seu abraço quentinho :)
      Escrevi este pequeno conto de Natal para os meus filhos. Não queria "roubar-lhes" a magia do Natal, mas gostava que percebessem que o Natal não é uma quadra isolada no calendário, que ela só faz sentido se tiver sido vivida no mesmo espírito nos restantes dias do ano.
      Querida Majo, muito obrigada pelas suas palavras.

      Deixo-lhe um abraço apertado, com amizade, e votos que o seu Natal seja à medida das suas aspirações e desejos

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  6. ...pelo menos, no Natal, o melhor que há em nós salta cá para fora...

    bom dia Miss Smile

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    1. Nem sempre, Moonchild. A boa vontade não funciona por decreto ou por calendário (e o mesmo se aplica ao horror e à guerra).

      Um bom dia para si, e votos de um Bom Natal

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  7. Bom dia, o tema é interessante, está bem escrito com o sentimento de Natal.
    Desejo-lhe Feliz Natal,
    AG

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    1. Obrigada, António. Natal é quando um homem quiser.

      Um Feliz Natal para si e para os seus

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  8. Flor, Florinda, tudo plantas do mesmo saco! :)

    não é o natal que me incomoda, gosto que as famílias se juntem de vez em quando, é esta febre doentia de que o natal significa oferecer tralha. coisificámos o natal, sempre dá menos trabalho e o cartão de crédito tem prestações "suaves"...

    um abraço forte e um par de beijos, doce miss smile!

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    1. Flor, Florinda, tudo boas sementes :)

      O termo "coisificado" é certeiro para designar a crescente tendência para desvirtuar o Natal e o seu verdadeiro significado. Mas confesso que isso já me incomodou mais. Eu vivo o Natal à minha maneira e não deixo que mo estraguem. Eu não sou a Florinda (sou mais cato, não sei se está a ver), no entanto, acho que o Natal deve ser vivido todo os meses, em "suaves" prestações.

      Um abraço apertado e um ramo de beijinhos, querida flor :)

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  9. o meu espírito natalício regressou este ano...até me estranho :)
    Feliz Natal, Miss, que ele esteja dentro de ti.´
    beijo :)

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    1. É isso mesmo, querida ana, que saibamos manter o espírito natalício dentro de nós todos os dias do ano.

      (sabes que me inspirei um bocadinho em ti quando criei a história da Florinda?)

      Um beijinho e um Feliz Natal :)

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  10. Já tinha saudades de a ler e de poder comentar. Fico sempre embasbacada com a sua capacidade de contar as coisas, o humor, a crítica muito bem camuflada, a simplicidade e o gosto pela vida, tudo isso me encanta. Continue a escrever e deixe-nos entrar de vez em quando. É que o seu chá tem um perfume especial e não me tira o sono como o chá preto que faço cá em casa. Um Feliz Natal - o espírito está aí, dentro de si.

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    1. Muito obrigada pelas suas doces palavras. Não escondo que gostei muito de as ler, porque vêm de si, e eu estimo-a muito. A Virginia já é da casa e é sempre bem-vinda. Penso que sabe disso.
      Para si e para os seus, um Feliz Natal recheado de alegria, cumplicidade e muito amor

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  11. Lindo texto, Miss Smille! Parabéns e vivamos o Natal com a mesma fé, amor e espírito cristão de nossos antepassados. Feliz Natal e Próspero Ano Novo a todos. Laerte

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    1. É isso mesmo, caro Laerte, o Natal começa em nós (não apenas no calendário).

      Um Feliz Natal e um Bom Ano para si e para os seus

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  12. O hábito não faz o monge e o espírito consumista não faz o Natal.
    Excelente história, como sempre...
    Um Natal muito Feliz, no verdadeiro espírito da coisa. :)

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    1. Tem toda a razão. O Natal faz-se de pequenas coisas que, por serem tão pequenas, são quase invisíveis nos restantes dias do ano.

      Um Feliz Natal, Luisa :)

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  13. Miss Smile acabou de me presentear o verdadeiro espírito de natal, estou-lhe muito agradecido :)
    bom Natal!

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    1. Ora, foi um prazer :)

      Um Feliz Natal, Manel

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  14. Vim aqui parar por intermédio da minha tia/madrinha Virgínia Barros e ainda bem que assim foi. Sinto uma enorme ternura pela sua Florinda, por todas as Florindas deste mundo, e por si, por me ter servido esta chávena de chá que aquece qualquer coração, que nos põe um sorriso nos lábios e nos enternece o olha. Vou voltar para tomar mais chávenas de chá, se me permitir.
    Um Santo Natal para si e para os seus.
    Obrigada!

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    1. Seja muito bem vinda, Pat!
      Muito obrigada pelas suas gentis palavras. Terei todo o gosto em receber as suas visitas. Espero que o chá seja sempre do seu agrado :)

      Um Feliz e Santo Natal para si e para os seus.

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  15. Mas a história acaba tão bem querida Miss Smile :)

    Esta sua Florinda representa o Natal através do afecto e da dádiva, gostei que tivesse tido tantos "presentes", nem sempre assim acontece...
    Acho que só vesti verdadeiramente o espírito de Natal quando os meus filhos eram pequenos e já nem sei onde o guardei :)

    Feliz Natal minha amiga.
    Um beijinho com amizade e admiração

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    1. A Florinda tinha realmente sorte por estar rodeada de outros Florindos :)

      Um Feliz Natal, querida Fê, para si e para os seus!

      Um beijinho com amizade

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  16. Miss Smile, que o Natal seja a sua companhia todos os dias. É o que lhe desejo, de coração. :)

    Um feliz Natal, e um 2017 quentinho em sonhos e palavras. :)

    Deixo-lhe um beijo no coração. :)

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    1. Muito obrigada, Alaska, que o seu Natal seja também quentinho de afetos e sonhos e recheado de palavras e gestos com significado. E que 2017 lhe deixe boas recordações como merece.

      Um beijinho :)

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  17. E depois? A sincera amizade que se faz com os vizinhos e amigos é o verdadeiro " espirito Nataliciao e depois? Continuará com toda a certeza esse afecto que se foi construindo com pequenos gestos de simpatia. E depois? Querida amiga, espero poder continuar por aqui reforçando esta nossa amizade, virtual, mas sincera E depois? Só desejar.lhe que junto aos que ama tenha uma noite mágica, com alegria e saúde. Beijinhos e obrigada.
    Emilia

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    1. Muito obrigada, querida Emília. Todas as histórias continuam. E é bom saber que grande parte dos "próximos capítulos" está por nossa conta.
      Um Feliz Natal para si e para os seus!

      Um beijinho com amizade

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  18. Sempre grandes textos, Miss Smile, plenos de significado!

    Um Feliz Natal, para si e para os seus, repleto de esperança e saúde, muita saúde!

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    1. Esperança e saúde são as palavras-chave de momento. Pelo menos, para mim.
      AC, que o seu Natal seja repleto de paz, alegria, esperança e saúde.

      Um beijinho e obrigada

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  19. Feliz Natal Miss Smile :)
    um beijinho

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    1. Um feliz Natal, querida Gábi :)

      Um beijinho

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  20. Miss Smile, eu ando muito atrasada nas leituras. Já deixei passar bons textos e a hora mais adequada para desejar um Natal Feliz a tanta palavra bem escrita que leio.
    Assim sendo, deixo só um beijinho,
    Mia

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    1. Para mim, veio no momento certo :)
      Muito obrigada pelas suas palavras, Mia.

      Um beijinho

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  21. Feliz ano de 2017 com a concretização de todos os sonhos
    AG

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    1. Obrigada. Seria maravilhoso se alguns se concretizassem :)

      Que 2017 seja um bom ano para si, que lhe deixe boas recordações.

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